..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

POLÍTICA

Acre fica abaixo da média nacional em ensino superior, aponta IBGE

Acre fica abaixo da média nacional em ensino superior, aponta IBGE

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2024, mostram que o Acre está entre os Estados com menor proporção de pessoas com ensino superior completo no país, evidenciando as disparidades históricas entre as regiões brasileiras.

De acordo com o levantamento, apenas 19% da população brasileira com 25 anos ou mais concluiu o ensino superior. No Acre, esse percentual é ainda menor, inserindo o estado na faixa inferior do ranking nacional, ao lado de outras unidades da Região Norte.

O estudo revela que a distribuição da escolarização superior no Brasil está longe de ser homogênea. Enquanto algumas regiões concentram oportunidades e infraestrutura educacional, outras ainda enfrentam limitações estruturais que dificultam o acesso à graduação.

No topo dessa desigualdade aparece o Distrito Federal, que registra os maiores índices do país. O resultado é atribuído à forte presença do aparato estatal, à concentração de empregos qualificados e à ampla oferta de instituições de ensino superior. Na prática, trata-se de um território onde a formação acadêmica está diretamente ligada às funções administrativas e políticas.

Já Estados das regiões Sul e Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, também apresentam percentuais mais elevados. Nessas áreas, a presença de universidades, centros de pesquisa e mercados de trabalho especializados contribui para a retenção de profissionais qualificados e o aumento da escolarização.

Por outro lado, no Norte e no Nordeste — onde o Acre está inserido — os números mais baixos refletem desafios históricos. A menor oferta de instituições de ensino, a dificuldade de acesso e a baixa diversificação econômica ajudam a explicar o cenário. Especialistas apontam que essas regiões ainda enfrentam um processo de “rarefação educacional”, resultado de desigualdades acumuladas ao longo do tempo.