De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) realizada em 2024 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na última quarta-feira, dia 25, a maioria dos abusos sexuais contra meninas, com idade escolar entre 13 e 17 anos, no Acre, foi praticado por familiares, como tios e primos ou parentes próximos, que não sejam os pais.
O percentual é de 29,3%. Outros 25,5% foram praticados por desconhecidos, contrastando com 17,3% de conhecidos das vítimas. Abusos cometidos por namorados, ex-namorados e ficantes representam 15,8%, amigos (15,9%). Pais, mães, padrastos e madrastas representam 9,8% dos casos.
“A identificação do agressor é uma informação relevante que possibilita compreender não somente as diversas faces da violência, como é um aspecto que pode orientar ações protetivas e de preservação dos direitos humanos dos adolescentes”, afirmam os pesquisadores.
A pesquisa foi realizada em 109 escolas do Acre, ouvindo quase 4 mil estudantes.
Outras informações sobre a pesquisa
A pesquisa mostra ainda que 38,2% dos adolescentes [incluindo meninas e meninos] com idades de 13 a 17 anos já tiveram relação sexual alguma vez, sendo que a primeira relação sexual foi com 13 anos ou menos. O percentual é maior que a média nacional, que foi de 36,8%.
Os estados de Tocantins, Roraima, Goiás, Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Piauí, Pará, Mato Grosso do Sul, Alagoas, Rondônia, Amapá, Mato Grosso, Paraíba e Maranhão, Distrito Federal, assim como o Acre, estão acima da média nacional, com percentuais entre 44,3% a 36,9%.
As menores taxas estão nos estados Sergipe, São Paulo, Ceará, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Rio Grande do Sul. Os percentuais variam de 36,3% a 25,3%.
Com relação à gravidez na adolescência, o estado do Acre aparece com um percentual de 8,6%, acima também da média nacional, que ficou em 7,3%.
As maiores taxas de gravidez na adolescência estão no Amazonas (14,2%), Maranhão (11,7%) e Pará (10,7%).
