Compra de aparelhos roubados configura crime de recepção
A Polícia Civil promoveu, na manhã desta sexta-feira, 13, em Rio Branco, um ato oficial para entrega de celulares recuperados em investigações sobre furtos e roubos. A ação faz parte da Operação Mobile 2026, que concentra esforços no rastreamento de aparelhos subtraídos e na devolução aos proprietários.
De acordo com a corporação, mais de 80 dispositivos foram restituídos somente nesta etapa. Os telefones foram localizados a partir de operações de campo, análises técnicas e checagem de dados, dentro de inquéritos voltados ao combate de crimes contra o patrimônio.
Os proprietários identificados foram avisados previamente e chamados para comparecer à cerimônia de restituição. Para receber o bem, foi necessário apresentar documento pessoal e o código IMEI, utilizado para comprovar a posse e relacionar o aparelho ao registro da ocorrência policial.
Integrantes do setor de inteligência destacaram que o uso de ferramentas tecnológicas tem ampliado a capacidade de localização dos equipamentos e ajudado a interromper a circulação de produtos de origem criminosa. Segundo os investigadores, as fases anteriores da operação já resultaram na recuperação de centenas de celulares.
A instituição também alertou para os riscos de adquirir aparelhos vendidos sem nota fiscal ou com valores muito abaixo do mercado. Conforme a polícia, a compra nessas condições pode caracterizar crime de receptação, cuja pena pode chegar a quatro anos de prisão.
Com a proximidade das festas de Carnaval, os delegados reforçaram orientações preventivas, como manter o celular em locais seguros e evitar exposição em ambientes lotados. A recomendação é que toda situação de furto, roubo ou perda seja registrada em boletim de ocorrência, o que aumenta as chances de recuperação.
