O processo que apura a morte do colunista social e servidor do Ministério Público do Acre, Moisés de Alencastro, segue trazendo à tona elementos relevantes sobre o contexto que antecedeu o crime. Entre eles, está o relato de que a própria vítima teria feito contato com o réu, Antônio de Sousa Morais, convidando-o para ir até seu apartamento no dia do ocorrido.
De acordo com informações apresentadas durante o andamento processual e debatidas publicamente, Antônio afirmou em depoimento que aceitou o convite após receber uma ligação de Moisés. O réu declarou ainda que, naquele dia, fazia uso de bebida alcoólica e entorpecentes.
Segundo a versão apresentada, o consumo dessas substâncias pode ter alterado o estado emocional e psicológico do acusado, reduzindo sua capacidade de discernimento e aumentando sua impulsividade. Especialistas apontam que a associação entre álcool e drogas ilícitas frequentemente está ligada a comportamentos agressivos, perda de controle e decisões extremas.
A defesa sustenta que esse contexto deve ser analisado com cautela, uma vez que o próprio réu reconheceu o uso de substâncias químicas antes do crime, o que, segundo essa linha de argumentação, pode ter contribuído para uma falsa sensação de coragem ou desinibição, culminando na prática do ato violento contra Moisés de Alencastro.
Ainda conforme os autos, não há confirmação de que a vítima tenha feito uso de álcool ou drogas naquele dia. As informações relacionadas ao consumo de entorpecentes dizem respeito exclusivamente ao relato do acusado, que afirmou estar sob efeito dessas substâncias no momento dos fatos.
