Um dos principais líderes do Comando Vermelho (CV) no Acre, Antônio Menezes de Castro, conhecido como “Classe A” ou “Tintina”, foi preso na última sexta-feira, 17, por policiais civis do 31º Departamento de Polícia, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.
Apontado como o “número 2” da facção criminosa no estado acreano, o narcotraficante era um dos principais alvos da operação “Casa Maior”, deflagrada pela Polícia Civil do Acre (PCAC) em janeiro de 2026. À época, ele conseguiu escapar do cerco policial, mas continuou sendo monitorado pelas forças de segurança.
A operação “Casa Maior” foi considerada uma das maiores já realizadas no estado, com ações simultâneas nas cidades de Rio Branco, Tarauacá e Cruzeiro do Sul. Ao todo, foram cumpridas mais de 100 ordens judiciais, sendo 62 mandados de prisão preventiva e 39 mandados de busca e apreensão. A ação resultou na prisão de mais de 40 pessoas, além da apreensão de mais de R$ 27 mil em dinheiro, uma arma de fogo, munições e veículos. Também houve bloqueio de contas bancárias utilizadas pelo grupo criminoso.
Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro, Antônio Menezes era responsável pela chamada “caixinha” do Comando Vermelho no Acre, controlando recursos financeiros da organização criminosa. Ele estaria na capital fluminense para prestar contas às lideranças da facção.
As investigações apontam ainda que, na tentativa de despistar as autoridades, o criminoso percorreu um trajeto interestadual de carro, realizando pelo menos dez trocas de veículos ao longo do caminho.
Classe A possui uma extensa ficha criminal, com passagens por furto, roubo, tráfico de drogas e homicídio. No momento da prisão, ele também foi flagrado portando um documento falso.
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin, destacou a importância da integração entre as forças de segurança para a captura do criminoso. “Essa prisão representa um duro golpe contra o crime organizado no Acre. Mesmo após conseguir fugir da Operação Casa Maior, nossas equipes continuaram trabalhando de forma integrada com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, compartilhando informações de inteligência. A captura desse indivíduo demonstra que não há espaço para impunidade, e que o Estado está preparado para agir com firmeza no enfrentamento às organizações criminosas”, afirmou.
