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Surto de doenças respiratórias acende alerta no Acre e em outros 21 Estados, alerta Fiocruz

Surto de doenças respiratórias acende alerta no Acre e em outros 21 Estados, alerta Fiocruz

O Acre está entre as unidades da federação em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em meio ao aumento de casos associados ao vírus influenza A em diversas regiões do Brasil. Os dados constam no mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz nesta semana.

De acordo com o levantamento, o crescimento das ocorrências de SRAG tem sido registrado principalmente nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Embora o Acre não esteja entre os estados com aumento direto de casos de influenza A, o estado aparece na lista de 22 unidades com nível de atividade considerado de alerta, risco ou alto risco nas últimas semanas.

O cenário nacional aponta avanço significativo das hospitalizações por vírus respiratórios, especialmente influenza A, rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Entre os fatores que contribuem para o aumento dos casos está a circulação simultânea desses agentes, com impacto mais acentuado entre crianças e adolescentes.

A vacinação contra a gripe é uma das principais estratégias para conter o avanço da doença, sobretudo entre os grupos prioritários, como idosos, pessoas com baixa imunidade e crianças. Além disso, a recomendação é o uso de máscaras de boa qualidade em ambientes fechados e com aglomeração, principalmente para pessoas com sintomas gripais.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado, 28, em grande parte do país, incluindo as regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A imunização é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde e protege contra os principais vírus em circulação, como influenza A (H1N1 e H3N2) e influenza B.

Devem procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos. A campanha também contempla outros públicos vulneráveis, como trabalhadores da saúde e da educação, pessoas com comorbidades, povos indígenas, população em situação de rua, entre outros grupos prioritários.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a influenza A respondeu por 27,8% dos casos positivos de SRAG no país, seguida pelo rinovírus, que lidera com 45%. Entre os óbitos, a influenza A também aparece como principal causa, representando 35,9% das mortes registradas. O boletim considera dados atualizados até 21 de março.