O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Acre (Sindepac), Delano Silva, defendeu a ampliação da fiscalização em toda a cadeia de combustíveis como medida essencial para esclarecer os constantes aumentos nos preços ao consumidor.
De acordo com o dirigente, é fundamental que a apuração não se limite apenas aos postos de combustíveis, mas alcance todas as etapas do processo, desde a origem do produto até a venda final. “É preciso uma fiscalização do poço ao posto, garantindo transparência para a população”, destacou.
Delano ressaltou que há uma percepção equivocada ao atribuir exclusivamente aos donos de postos a responsabilidade pelos reajustes. Segundo ele, o debate precisa ser mais amplo e transparente, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva. “Não se pode colocar o revendedor como único culpado. É necessário que o governo seja claro sobre como os preços são formados”, afirmou.
O presidente do Sindepac também apontou mudanças na política de comercialização da Petrobras como um dos fatores que impactam diretamente os valores praticados no mercado. Segundo ele, alterações na forma de venda da estatal têm refletido nas distribuidoras e, consequentemente, no preço final ao consumidor.
Além disso, Delano chamou atenção para o cenário internacional, destacando que conflitos geopolíticos, especialmente tensões envolvendo o Irã no Oriente Médio, influenciam diretamente o preço do petróleo. “Esses fatores externos fogem do controle dos revendedores, mas acabam chegando ao bolso do consumidor”, explicou.
Por fim, o presidente reforçou a necessidade de uma fiscalização mais abrangente, incluindo também as distribuidoras. Para ele, somente com o acompanhamento completo da cadeia será possível garantir maior transparência e permitir que a população compreenda, de fato, os motivos por trás da alta nos combustíveis.
