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OAB Acre emite nota de repúdio e presta solidariedade a vítima de estupro coletivo supostamente cometido por jogadores

OAB Acre emite nota de repúdio e presta solidariedade a vítima de estupro coletivo supostamente cometido por jogadores

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Acre divulgou nesta terça-feira, 17, uma nota pública de repúdio e solidariedade a uma mulher que teria sido vítima de estupro coletivo supostamente praticado por jogadores de futebol da capital acreana. O posicionamento é assinado pela presidência em exercício da entidade e por comissões temáticas ligadas à defesa dos direitos das mulheres.

No documento, a seccional classifica o caso como um ato de extrema violência e destaca que a gravidade das informações exige investigação rigorosa e responsabilização exemplar dos envolvidos, conforme a legislação. A entidade ressalta que a violência sexual é crime e representa grave violação de direitos humanos, não podendo ser relativizada por qualquer argumento de natureza cultural, social ou esportiva.

A nota também relembra que a instituição lançou recentemente a campanha “Elas Jogam Junto”, voltada a levar ao ambiente esportivo e aos estádios ações de enfrentamento à violência doméstica e contra a mulher. Segundo a OAB, estudos indicam aumento nos registros desse tipo de violência em dias de jogos, o que reforça a necessidade de prevenção e de posicionamento institucional firme.

Para a seccional, é lamentável que o futebol — apontado como expressão cultural e espaço de convivência — seja associado a episódios de agressão contra mulheres. O texto enfatiza que o esporte deve representar celebração e não violência.

A entidade informa ainda que seguirá acompanhando o caso e poderá adotar medidas institucionais cabíveis, reafirmando compromisso com a proteção dos direitos das mulheres e com o combate à impunidade.

A nota é assinada por Thaís Moura, presidente em exercício da seccional; Ruth Barros, presidente da Caixa de Assistência; Caruline Simão, presidente da Comissão da Mulher Advogada; e Socorro Rodrigues, presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Contra a Mulher.