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“Nosso amor atravessou fronteiras para existir”, diz líder Huni Kuin sobre encontro com terapeuta gaúcha que viralizou nas redes

“Nosso amor atravessou fronteiras para existir”, diz líder Huni Kuin sobre encontro com terapeuta gaúcha que viralizou nas redes

Um vídeo que registra o encontro entre o líder espiritual indígena Txana Nane Kaya, do povo Huni Kuin, e Carolina, natural do Rio Grande do Sul, ganhou forte repercussão nas redes sociais nos últimos dias. A gravação, marcada por declarações de amor, espiritualidade e propósito, vem sendo compartilhada como símbolo de união entre culturas e de reconexão ancestral.

No registro, o casal destaca que a relação nasceu de uma conexão espiritual e de uma missão em comum voltada a práticas de cura e autoconhecimento. Em um dos trechos mais compartilhados, Txana afirma: “Nosso amor atravessou fronteiras para existir”, ao falar sobre as diferenças culturais e geográficas entre os dois.

Segundo o relato, ele nasceu no Acre, em aldeia do povo Huni Kuin, e carrega a tradição dos cantos sagrados — função associada ao termo “Txana”, usado para designar cantores e mestres de rezos tradicionais. Carolina, por sua vez, relata ter crescido no Sul do país e atuar com terapias alternativas.

“Às vezes as pessoas só enxergam duas culturas completamente diferentes, duas cores de peles diferentes, dois formatos de corpos diferentes, mas não enxergam aquilo que realmente nos uniu”, diz o casal no vídeo. Em outro trecho, completam: “Não foi um encontro comum, foi espiritual que nos uniu.”

De acordo com a descrição publicada junto ao conteúdo, o trabalho desenvolvido por Txana envolve rezos tradicionais e medicinas da floresta, enquanto Carolina atua com práticas terapêuticas integrativas, como constelação familiar, mesas radiônicas, tarot e rituais com cacau. Ambos afirmam que o objetivo é ajudar pessoas em processos de reconexão interior.

A mensagem central reforça valores de simplicidade, respeito à natureza e espiritualidade. “Cada um da sua maneira, mas caminhamos juntos e na mesma missão de ajudar pessoas a se curarem”, diz outro trecho do depoimento.