O início do ano letivo em 2026 volta a pesar no bolso das famílias acreanas. Além das despesas tradicionais de janeiro, como impostos e contas acumuladas, pais e responsáveis por crianças em idade escolar enfrentam reajustes nos preços do material escolar, o que tem transformado a compra dos itens básicos em uma verdadeira maratona por economia em Rio Branco.
Na capital, a pesquisa de preços segue sendo a principal estratégia dos consumidores. Papelarias e livrarias já registram movimentação, ainda que moderada, enquanto aguardam o aumento da demanda com o início das aulas nas redes pública e privada.
Segundo comerciantes do setor, os preços dos materiais escolares em 2026 tiveram reajustes médios entre 8% e 20%, dependendo do produto. Itens como cadernos, mochilas e materiais de papelaria importados estão entre os que mais encareceram, reflexo do aumento nos custos de produção, transporte e impostos.

Apesar do cenário de alta, lojistas demonstram otimismo com as vendas. “Janeiro começa mais lento porque algumas escolas ainda não iniciaram o ano letivo, principalmente na rede pública. Mas, historicamente, o comércio aquece entre o fim de fevereiro e março. Em 2026, tivemos produtos com aumento de até 20%, mas estamos tentando manter opções acessíveis”, destacou Arnaldo Melo, proprietário de uma papelaria tradicional em Rio Branco.
Do lado dos consumidores, a orientação é clara: pesquisar antes de comprar. A servidora pública, Ana Clara, mãe de uma menina que estuda na rede particular, relata que a variação de preços pode impactar significativamente o orçamento familiar. “Quando a lista é grande e o gasto é em dobro, qualquer diferença pesa. Percebi que alguns produtos estão bem mais caros este ano. Se não pesquisar, o prejuízo é certo”, alertou.
