As famílias brasileiras endividadas começaram o ano em número maior do que no ano passado. Dados da Confederação Nacional do Comércio apontam que o número de famílias endividadas no mês de março foi maior do que o observado nos períodos anteriores, atingindo 80,4% delas. Aproximadamente 14.670.400 famílias estão nessa condição. A elevação desse índice atingiu 31.900 famílias a mais do que em fevereiro deste ano.
Por outro lado, o número de famílias com contas em atraso manteve-se no mesmo nível de fevereiro, atingindo 29,6% delas, enquanto as famílias que afirmam não ter condições de pagar suas contas diminuíram na comparação com fevereiro em 0,3%, reduzindo o número de famílias que afirmam não ter condições de quitar seus compromissos para 2.270.750.
Essa condição, segundo nota da Confederação Nacional do Comércio – CNC, “o novo recorde reforça o alerta da Confederação para os próximos meses, tendo em vista os efeitos do conflito no Oriente Médio e as consequências da alta do petróleo no bolso do consumidor”.
O cenário já é reconhecido pelo governo federal como um problema que precisa de solução imediata, enquanto a CNC destaca que o endividamento continuará avançando até que os efeitos da flexibilização da política monetária cheguem efetivamente ao consumidor final. Somados aos juros altos, a alta dos preços do diesel e dos combustíveis em geral tem gerado incerteza inflacionária. Esse aumento logístico repercute nos preços das mercadorias, reduz o poder de compra e força o uso de crédito para despesas básicas.
No Acre, a Federação do Comércio analisa os dados locais, objetivando projetar cenários para o comércio ao longo do próximo período.
Em março, o número de famílias endividadas, diferentemente do País, reduziu em 0,4%, com 108.455 famílias endividadas. Na comparação com o mês de fevereiro, são 604 famílias que liquidaram suas dívidas.
