A empresária Claudiane Lopes, atual presidente da Associação Empresarial de Feijó, denunciou publicamente a situação crítica do hospital provisório do município, que deveria funcionar apenas de forma temporária durante a reforma do hospital definitivo, mas segue em uso há quase três anos sem previsão de conclusão da obra.
Segundo Claudiane, a mudança para o prédio provisório ocorreu após manifestações da população, motivadas pelas péssimas condições estruturais do antigo hospital. À época, representantes do Governo do Estado, incluindo gestores da área da saúde e um engenheiro responsável, estiveram no município e participaram de diversas reuniões com lideranças locais. A decisão foi transferir os atendimentos para um prédio novo, que ainda não havia sido inaugurado, mas que já havia passado por pelo menos três reformas.
“Por ser um prédio novo, acreditávamos que teria condições adequadas. Mas hoje a situação está pior do que antes”, afirmou a empresária.
Ela relata que o hospital provisório enfrenta graves problemas estruturais, especialmente durante o período chuvoso. Há infiltrações e goteiras em diversos ambientes, inclusive em áreas internas. As salas são pequenas e inadequadas, e a sala de intubação, segundo ela, não oferece o mínimo de segurança nem espaço necessário para atendimentos de emergência.
Outro problema apontado é a falta de estrutura completa para exames. O serviço de raio-x, por exemplo, continua sendo realizado no antigo hospital, já que o equipamento não foi transferido para o prédio provisório.
De acordo com Claudiane, o prazo inicial para a entrega do hospital reformado era de cerca de seis meses, mas o tempo já se aproxima de três anos sem conclusão. Denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Acre, porém, até o momento, não houve uma resposta concreta ou solução definitiva.
“Disseram que entregariam o hospital agora em dezembro, mas isso não aconteceu. Seguimos atendendo nesse prédio improvisado, com goteiras, estrutura precária e risco à população”, destacou.
A empresária também critica as dificuldades de fiscalização. Segundo ela, uma decisão recente determina que vereadores só podem fiscalizar o hospital mediante agendamento prévio, mesmo diante das denúncias já registradas. Para Claudiane, isso dificulta a transparência e o acompanhamento da obra.
Ela ainda afirma que há um impasse político e administrativo envolvendo a destinação de recursos. Parlamentares alegariam que não enviam verbas por se tratar de uma obra estadual, enquanto o Estado não conclui a execução nem garante a fiscalização adequada.
“Só temos promessas. Enquanto isso, a população de Feijó continua sendo atendida em um hospital improvisado, sem condições, especialmente agora no inverno amazônico”, concluiu.
