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Desigualdade regional: Acre e Rondônia têm apenas um shopping cada, enquanto São Paulo lidera com 193

Desigualdade regional: Acre e Rondônia têm apenas um shopping cada, enquanto São Paulo lidera com 193

O número de shopping centers espalhados pelo país revela mais do que força do varejo: expõe as diferenças estruturais entre as regiões brasileiras. Dados do último relatório da Associação Brasileira de Shopping Centers mostram um abismo entre os estados do Sudeste e aqueles localizados no Norte do país.

Na base do ranking aparecem Acre e Rondônia, com apenas um shopping center cada. Em seguida vêm Roraima e Amapá, com dois empreendimentos. O Tocantins soma três unidades.

Estados do Nordeste também figuram nas faixas mais baixas: Alagoas, Piauí e Sergipe possuem cinco shoppings cada. O Mato Grosso do Sul registra seis. Já Mato Grosso e Rio Grande do Norte aparecem com oito unidades cada, enquanto a Paraíba conta com nove.

Na Região Norte, o Pará possui dez shopping centers. Seus vizinhos Amazonas e Maranhão registram onze cada. O Espírito Santo soma doze empreendimentos.

Entre os Estados com maior dinamismo comercial, o Pernambuco aparece com 21 shoppings e o Ceará com 22. Bahia e o Distrito Federal contam com 23 cada. No Sul, Santa Catarina tem 27 — o menor número entre os três estados da região.

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No Centro-Oeste, Goiás lidera com 32 shoppings. Paraná e Rio Grande do Sul registram 40 cada.

O topo do ranking é dominado pelo Sudeste. Minas Gerais ocupa a terceira posição, com 48 unidades. Rio de Janeiro vem em seguida, com 71. Isolado na liderança está São Paulo, com 193 shopping centers — quase quatro vezes mais que Minas e praticamente o dobro da soma de vários estados das regiões Norte e Nordeste.

O ranking reflete a concentração populacional, renda média e infraestrutura logística. Estados mais industrializados e com grandes centros urbanos concentram investimentos no setor varejista, que depende de escala de consumo e poder aquisitivo.

Já nas regiões com menor densidade demográfica e menor renda per capita, o mercado consumidor reduzido limita a viabilidade de grandes empreendimentos. O resultado é uma oferta desigual de serviços, lazer e geração de empregos formais ligados ao setor.

Os números, portanto, vão além do comércio. Eles ajudam a compreender como desenvolvimento econômico, urbanização e capacidade de consumo continuam distribuídos de maneira assimétrica no território nacional, reforçando as diferenças históricas entre as regiões brasileiras.