Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 7, no edifício-sede do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), autoridades estaduais e municipais detalharam as medidas emergenciais e o plano de ação em resposta ao ataque ocorrido na última terça-feira, 5, no Instituto São José.
O encontro teve como objetivo apresentar soluções integradas para reforçar a segurança escolar e garantir o suporte às vítimas e à comunidade acadêmica.
O procurador-geral de Justiça, Oswaldo D'Albuquerque, reafirmou o compromisso com a apuração rigorosa dos fatos. O MPAC, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), já acompanha as investigações da Polícia Civil para identificar possíveis motivações ou cúmplices.
“O adolescente já foi ouvido e o juízo competente ratificou o pedido de internação provisória. Portanto, ele está privado de liberdade enquanto o processo segue seu curso normal até a sentença final. Ainda não há uma sentença definitiva, porque o processo está apenas começando”, explicou Albuquerque.
O Ministério Público já formalizou o pedido de internação do adolescente apontado como autor do ataque. O celular do jovem foi apreendido e passa por análise técnica para verificar a existência de fóruns de incentivo ao ódio ou planejamento prévio.

Representantes da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e das forças de segurança pública detalharam o novo Protocolo de Segurança Escolar. Entre as medidas anunciadas estão:
1. Reforço no Policiamento: Intensificação da Patrulha Escolar nas imediações das unidades de ensino.
2. Monitoramento Tecnológico: Reavaliação e expansão de sistemas de câmeras e controle de acesso em escolas da rede estadual e municipal.
3. Suspensão temporária:As aulas na rede estadual seguem suspensas até o final desta semana, com previsão de retorno gradual acompanhado de atividades de acolhimento.
Uma das maiores preocupações manifestadas na coletiva foi a saúde mental dos alunos e dos servidores. Com o apoio do programa federal “Escola que Protege”, enviado pelo Ministério da Educação (MEC), equipes multidisciplinares compostas por psicólogos e assistentes sociais atuarão diretamente no Instituto São José.
"A prioridade absoluta agora é o cuidado com a vida e a paz social. Não se trata apenas de segurança física, mas de restaurar o sentimento de proteção dentro do ambiente escolar", destacou a governadora Mailza Assis em comunicações oficiais que embasaram as decisões da mesa.
O ataque, ocorrido no dia 5 de maio, resultou na morte das servidoras Raquel e Alzenir (conhecida carinhosamente como Dona Zena). Uma terceira funcionária e uma estudante de 11 anos ficaram feridas, mas já receberam alta hospitalar.
