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Casos de SRAG seguem estáveis no Acre, mas Fiocruz mantém alerta para avanço da doença em todo país

Casos de SRAG seguem estáveis no Acre, mas Fiocruz mantém alerta para avanço da doença em todo país

O Acre continua entre os Estados com tendência de crescimento de longo prazo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo a nova edição do boletim InfoGripe, divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz. Apesar disso, os dados apontam que, no estado, os casos relacionados ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR) permanecem estáveis, acompanhando o cenário observado na maior parte da Região Norte.

O levantamento destaca que praticamente todo o país segue em situação de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com exceção apenas de Rondônia. O Acre aparece entre as 18 unidades federativas que apresentaram sinal de crescimento na tendência de longo prazo da doença.

De acordo com o InfoGripe, o aumento dos casos graves respiratórios no Brasil tem sido impulsionado principalmente pelo VSR entre crianças pequenas e pela influenza A nas demais faixas etárias. A circulação desses vírus tem elevado o número de hospitalizações em diversos estados brasileiros.

Na Região Norte, o Pará chama atenção pela incidência considerada extremamente alta de internações associadas ao VSR. Já no Acre e nos demais estados da região, os casos graves provocados pelo vírus seguem estáveis ou em queda.

Mesmo com a estabilidade registrada no Acre, especialistas reforçam a necessidade de atenção, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com comorbidades. A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, alertou para a importância da vacinação contra influenza e Covid-19.

Segundo ela, mesmo com a baixa circulação da Covid-19 no país, a doença ainda representa uma causa importante de mortes por SRAG entre idosos, tornando essencial a manutenção das doses de reforço em dia.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 44,5% dos casos positivos de SRAG no país, seguido pela influenza A, com 24,5%, rinovírus, com 24,4%, e Covid-19, com 2,6%.

Entre os óbitos analisados, a influenza A aparece como principal causa, representando 51,8% das mortes por SRAG.