A busca por estabilidade e segurança segue como prioridade para os trabalhadores brasileiros. É o que revela a 67ª edição da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho”, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria.
De acordo com o levantamento, apenas um em cada cinco brasileiros procurou ativamente uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre aqueles que buscaram oportunidades, 36,3% indicaram o emprego formal, com carteira assinada, como a opção mais atrativa.
Outras modalidades de trabalho também aparecem entre as preferências, mas com percentuais menores. O trabalho autônomo foi citado por 18,7% dos entrevistados, seguido pelo emprego informal (12,3%), atuação por meio de plataformas digitais (10,3%), abertura do próprio negócio (9,3%) e contratos como pessoa jurídica (6,6%).
O levantamento aponta ainda que, apesar do crescimento de novas formas de ocupação, o emprego formal continua sendo associado à proteção social e maior previsibilidade de renda, fatores considerados essenciais pela maior parte da população.
A pesquisa mostra que a valorização do emprego com carteira assinada é ainda mais forte entre os jovens. Entre trabalhadores de 25 a 34 anos que buscaram emprego recentemente, 41,4% apontaram esse modelo como o mais atrativo. Já entre os jovens de 16 a 24 anos, o índice foi de 38,1%, ambos acima da média geral.
O resultado indica que, no início da vida profissional, a estabilidade tende a ser um fator decisivo na escolha por oportunidades de trabalho.
Plataformas digitais são vistas como renda complementar
Embora tenham ganhado espaço nos últimos anos, os trabalhos por meio de aplicativos ainda são percebidos principalmente como fonte complementar de renda. Apenas 30% dos trabalhadores interessados nesse tipo de atividade consideram essa modalidade como principal meio de sustento.
Outro dado relevante do estudo é o alto nível de satisfação dos trabalhadores com suas ocupações atuais. Segundo a pesquisa, 95% afirmaram estar satisfeitos, sendo 70% muito satisfeitos. Apenas 4,6% demonstraram algum grau de insatisfação.
Esse cenário ajuda a explicar a baixa movimentação no mercado de trabalho, já que somente 20% dos trabalhadores ocupados buscaram uma nova vaga no período analisado. A tendência é mais comum entre os mais jovens, que costumam apresentar maior rotatividade em função da consolidação de suas carreiras.
