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Açúcar invisível: o perigo silencioso escondido nos alimentos do dia a dia

Açúcar invisível: o perigo silencioso escondido nos alimentos do dia a dia

Na semana do Dia Mundial da Obesidade, especialista alerta que produtos considerados “inofensivos” podem concentrar altas quantidades de açúcar e impactar o metabolismo

Na semana em que se reforça o debate sobre o Dia Mundial da Obesidade, um alerta ganha ainda mais relevância: o consumo de “açúcar invisível” pode estar diretamente ligado ao aumento de peso e ao avanço de doenças metabólicas. Presente em alimentos industrializados sem sabor marcadamente doce, ele eleva o consumo diário de açúcar sem que o consumidor perceba — contribuindo, de forma silenciosa, para o ganho de gordura corporal e para o desenvolvimento da obesidade.

Muitas pessoas acreditam que consomem pouco açúcar por evitarem doces e sobremesas. No entanto, esse tipo de açúcar, adicionado a produtos ultraprocessados, pode estar presente em refeições consideradas comuns ou até saudáveis.

Segundo o nutricionista e docente da Afya Cruzeiro do Sul, Micael Dias, o problema é cumulativo e tem impacto direto no metabolismo. “O açúcar invisível é aquele presente em produtos industrializados que não têm gosto claramente doce. Ele aumenta a carga glicêmica da alimentação de forma discreta, favorece picos repetidos de insulina e contribui para inflamação metabólica”, explica.

Esses picos frequentes de insulina, segundo o especialista, estimulam o armazenamento de gordura corporal, especialmente na região abdominal, favorecendo o ganho de peso ao longo do tempo. “A longo prazo, esse processo pode acelerar o desenvolvimento de resistência à insulina, aumento de gordura visceral e obesidade”, acrescenta.

Na prática clínica, o profissional observa um padrão recorrente. “É comum o paciente dizer que quase não consome doces, mas quando analisamos a rotina alimentar, encontramos açúcar adicionado em diversos produtos consumidos diariamente”, afirma.

Onde o açúcar está escondido

Diversos itens considerados comuns na rotina alimentar podem conter açúcar adicionado. Entre eles estão molhos prontos, pão de forma, iogurtes light ou saborizados, granolas industrializadas, barras de cereal, cereais matinais, bebidas vegetais industrializadas, temperos prontos e sucos de caixinha. “O açúcar é utilizado para melhorar sabor, textura e até conservação dos alimentos. Por isso, ele aparece mesmo quando o produto não parece doce”, destaca Micael.

Outro fator que dificulta a identificação é a variedade de nomenclaturas utilizadas nos rótulos. Sacarose, glicose, frutose, dextrose, maltodextrina, xarope de glicose, xarope de milho, açúcar invertido, melado e concentrado de suco de fruta são algumas das formas que indicam presença de açúcar adicionado. “Mesmo que a palavra ‘açúcar’ não esteja explícita, essas denominações significam que há açúcar no produto”, alerta o nutricionista.

Como identificar excesso no rótulo

A orientação é observar atentamente a tabela nutricional, especialmente a quantidade de açúcares totais e adicionados por porção. Produtos com mais de 10 gramas de açúcar por porção já merecem atenção, segundo o especialista. Também é importante verificar o tamanho da porção indicada, que muitas vezes é menor do que o consumo real. “Se o açúcar ou seus derivados aparecem entre os primeiros ingredientes da lista, isso indica maior concentração no produto”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de açúcares livres deve ficar abaixo de 10% do valor calórico diário, sendo ideal manter abaixo de 5% para maiores benefícios metabólicos. Na prática, isso representa cerca de 25 a 50 gramas por dia para adultos, dependendo do gasto energético. Para crianças, o limite é ainda menor. “O problema é que muitas pessoas ultrapassam essa recomendação sem perceber, principalmente por causa do açúcar invisível”, ressalta.

A curto prazo, o consumo excessivo pode provocar picos de glicemia, queda de energia e aumento da fome, o que favorece maior ingestão calórica ao longo do dia. Esse ciclo contribui para o ganho de peso progressivo.

No longo prazo, o excesso está associado a resistência à insulina, acúmulo de gordura visceral, esteatose hepática, diabetes tipo 2, alterações no colesterol, maior risco cardiovascular e obesidade. “Além disso, o excesso de açúcar contribui para um estado de inflamação metabólica crônica, que está por trás de diversas doenças modernas”, afirma Micael.

Redução sem radicalismo

Para diminuir o consumo sem medidas extremas, o nutricionista recomenda substituições simples e sustentáveis: trocar sucos industrializados por frutas in natura, optar por iogurte natural com frutas, reduzir gradualmente o açúcar do café, preferir molhos caseiros, utilizar cacau 100% no lugar de achocolatados e evitar bebidas açucaradas. “A mudança não precisa ser radical, mas estratégica. Quando aumentamos o consumo de fibras, proteínas adequadas e alimentos minimamente processados, a glicemia se estabiliza, a saciedade melhora e a vontade por açúcar diminui naturalmente”, conclui.

Afya Amazônica

A Afya tem uma forte relação com a Amazônia, com 16 unidades de graduação e pós-graduação na Região Norte. O estado do Acre conta com uma instituição de graduação (Afya Cruzeiro do Sul). Tem ainda onze escolas de Medicina em outros estados da Região: Amazonas (2), Pará (4), Rondônia (2) e Tocantins (3). Além delas, a Afya também está presente na região com 4 unidades de pós-graduação médica nas capitais Belém (PA), Manaus (AM), Palmas (TO) e Porto Velho (RO).

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 37 Instituições de Ensino Superior, 32 delas com cursos de Medicina e 25 unidades com pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. O grupo conta com 3.766 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e, nos últimos 25 anos, já formou mais de 24 mil alunos.

Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers.

Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023).

Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.