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Acre registra queda recorde nas queimadas após articulação entre Estado e prefeituras; redução foi de 75% nos focos de calor

Acre registra queda recorde nas queimadas após articulação entre Estado e prefeituras; redução foi de 75% nos focos de calor

O ano de 2025 marcou uma virada no enfrentamento às queimadas ilegais no Acre. Com ações reforçadas nos municípios e integração entre órgãos ambientais, o Estado alcançou uma redução inédita de 75% nos focos de calor em comparação com 2024, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), analisados pelo Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Ao todo, foram registrados 2.184 focos de calor ao longo do ano — o menor número desde o início do monitoramento histórico, em 2001. O resultado reposiciona o Acre como um dos estados amazônicos com melhor desempenho no controle do fogo, em um cenário nacional ainda marcado por desafios ambientais.

Municípios estratégicos tiveram papel decisivo nesse avanço. Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Brasileia e Feijó ampliaram a presença de equipes em campo, fortaleceram a fiscalização em áreas críticas e intensificaram ações educativas junto a produtores rurais e comunidades. A atuação local foi fundamental para impedir que pequenos focos se transformassem em incêndios de grandes proporções.

Durante os meses mais severos da estiagem, o monitoramento em tempo real por satélite aliado a operações terrestres permitiu respostas rápidas e mais eficientes. A cooperação entre prefeituras, órgãos estaduais e instituições federais garantiu maior cobertura territorial e agilidade no enfrentamento das ocorrências.

A redução expressiva também está associada ao funcionamento contínuo do Gabinete de Crise e do Grupo Operacional de Comando e Controle (Gocc), responsáveis por planejar ações preventivas, mapear áreas de risco e coordenar a atuação integrada dos órgãos ambientais, de segurança e de defesa civil.

Paralelamente, o governo estadual e os municípios mantiveram operações contra o desmatamento ilegal e adotaram medidas para enfrentar os efeitos da estiagem prolongada, como proteção de mananciais e ações de mitigação climática. Essas iniciativas contribuíram para diminuir a vulnerabilidade das florestas e das populações locais aos incêndios.