O Rio Acre amanheceu neste domingo, 7, marcando 8,03 metros às 5h17, segundo boletim da Defesa Civil Municipal. O volume está bem abaixo da cota de alerta — que é de 13,50 m —, mas o cenário começa a preocupar devido ao avanço rápido do nível do manancial e ao regime intenso de chuvas na bacia. Somente nas últimas 24 horas, foram registrados 79,80 mm, um acumulado considerado alto para o período.
O coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, explica que o comportamento do manancial nesta primeira semana de dezembro já indica um fim de ano crítico. Monitoramentos apontam que o Rio Acre pode encerrar 2025 com entre 8 e 9 metros, faixa considerada perigosa para iniciar o período mais chuvoso de 2026.
Falcão ressalta que a preocupação não é apenas a chuva que cai em Rio Branco, mas principalmente o que ocorre nas cabeceiras. “O que chove hoje aqui equivale praticamente ao acumulado de toda a semana. Mesmo sem grandes volumes na capital, a bacia já registra 250 a 300 milímetros. É isso que acelera a subida do rio”, destacou.
Segundo ele, o solo da região começa a ficar encharcado, o que potencializa a elevação do nível do manancial nas próximas semanas. “Se fecharmos dezembro com o rio entre 8 e 9 metros, começaremos janeiro, fevereiro e março em uma situação de atenção máxima. Com o solo saturado, qualquer chuva significativa faz o rio subir rápido.”
Embora ainda não haja risco imediato de transbordamento — que ocorre a 14 metros —, a Defesa Civil alerta para os efeitos das oscilações bruscas no nível da água. Entre elas, a formação de balseiros, que podem comprometer a captação de água, prejudicar a navegação e aumentar o risco de
acidentes.
Falcão reforça que o órgão segue em monitoramento permanente e que o mês de dezembro tende a ser ainda mais chuvoso. “O regime está se intensificando rapidamente. O cenário exige atenção redobrada.”
