Começou oficialmente o HEADSCON ACRE 2025, evento que marca uma nova fase da antiga Gamecon e reafirma o Acre como um polo emergente da economia criativa e tecnológica do país. Com o tema #TodomundoJoga, a programação que teve início nesta terça-feira, 18, no Sesc Bosque, reúne, até quinta-feira, 20, jovens, instituições, desenvolvedores, pesquisadores, gestores públicos, gamers e influenciadores de todo o Brasil.

A abertura contou com coletiva de imprensa e presença de representantes do Governo do Estado, Sebrae, SESC, UFAC e parceiros institucionais. A CEO da Headscon, Ana Paula Rocha, destacou a transformação da plataforma e o papel estratégico do Acre na produção de tecnologia e narrativas amazônicas.

“Somente 2% dos investimentos em games chegam à Amazônia. É um número alarmante. Por isso, nossa resposta é investir em formação, educação e qualificação técnica. A indústria só chega onde há estrutura. E o Acre está construindo essa base, com originalidade, talento e identidade”, afirmou. Para ela, o evento não é apenas uma vitrine, mas parte de uma cadeia produtiva que envolve desde cosplay e audiovisual até profissionais de saúde, narradores, locutores e desenvolvedores. “A educação é o pilar de tudo o que estamos fazendo”, completou.

O primeiro dia seguiu com a abertura da Mostra Competitiva de Jogos da Amazônia Legal, que reúne produções independentes de diversos estados da região. O auditório recebeu a palestra “Como se preparar para o futuro do trabalho na era da IA”, com o curador Marcelo Minutti, e a apresentação “Criatividade é o Futuro: O Case da Petit Fabrik na Amazônia”, conduzida por Olímpio Neto, reforçando o protagonismo de iniciativas locais na indústria digital. O HEADSCON ACRE conta com apoio do senador Márcio Bittar que alocou emenda para a realização do evento.

A programação segue até quinta-feira, com painéis, competições, hackathons, oficinas, mostra de jogos e diversas atividades que reforçam a mensagem central do evento: a Amazônia cria, produz, inova — e o Acre está pronto para jogar no cenário global.
