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Fé e trabalho voluntário mantêm viva tradição dos tapetes de Corpus Christi em Rio Branco: "Demonstração da presença de Cristo entre nós”

Fé e trabalho voluntário mantêm viva tradição dos tapetes de Corpus Christi em Rio Branco: "Demonstração da presença de Cristo entre nós”

A celebração de Corpus Christi mobilizou centenas de fiéis desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira, 4, em Rio Branco. Entre sacos de serragem colorida, desenhos religiosos e muito trabalho coletivo, voluntários de diferentes gerações se reuniram na Catedral Nossa Senhora de Nazaré para confeccionar os tradicionais tapetes que servirão de passagem para a procissão com o Santíssimo Sacramento.

A tradição, uma das mais simbólicas manifestações da fé católica, une espiritualidade, arte e dedicação comunitária. Neste ano, mais de um quilômetro de tapetes foi preparado nas ruas do centro da Capital acreana, reunindo membros de pastorais, movimentos religiosos, casais, jovens e crianças da catequese.

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De acordo com o reitor da Catedral Nossa Senhora de Nazaré, padre Manoel de Jesus, a celebração de Corpus Christi representa a manifestação pública da fé na Eucaristia e tem nos tapetes um dos seus principais símbolos.

“Os tapetes são um elemento tradicional e também uma imagem da grande festa de hoje, que é a comunhão. Aqui nós temos a comunhão de jovens, crianças, casais e de toda a comunidade que se reúne para prepará-los. Eles são confeccionados pela dignidade de Jesus que vai passar por esse caminho durante a procissão”, explicou.

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Segundo o sacerdote, a programação começou com a preparação dos tapetes e terá continuidade às 17h, com a celebração da Missa Solene de Corpus Christi. Em seguida, os fiéis participarão da procissão pelas principais ruas do centro da cidade. O encerramento ocorrerá no estacionamento da catedral, onde será realizada a bênção solene aos participantes.

“O sacramento da Eucaristia sai das nossas igrejas uma vez por ano para percorrer as ruas, abençoar as famílias, a cidade e os locais de trabalho. É uma demonstração pública da presença de Cristo entre nós”, destacou o padre.

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Por trás da beleza dos tapetes existe um longo trabalho de preparação. Um dos coordenadores da confecção, Kenedy de Oliveira, explicou que a produção começa semanas antes da celebração.

“Corpus Christi é um trabalho de fé. Tudo é feito por voluntários. Primeiro coletamos o pó de serra nas serrarias, depois fazemos a peneiração, separando apenas o material adequado. Em seguida, tingimos a serragem em 12 cores diferentes, deixamos secar e armazenamos até o dia da montagem”, contou.

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Segundo ele, o processo exige dedicação e organização. De aproximadamente 150 sacos de material coletado, apenas uma pequena parte é aproveitada para a confecção dos desenhos.

Além da participação dos adultos, crianças e adolescentes da catequese também ajudam na elaboração dos tapetes, transformando o momento em uma experiência prática de vivência da fé.

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“Eles aprendem na catequese a história e o significado de Corpus Christi e depois participam da confecção. É uma forma de mostrar na prática aquilo que estudaram”, afirmou.

Outro aspecto destacado pelos organizadores é a preocupação com a preservação ambiental. Após a procissão, todo o material utilizado é recolhido e destinado para reaproveitamento.

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“Depois da celebração, recolhemos toda a serragem para que nada fique espalhado pelas ruas. Esse material é transformado em adubo. Como Igreja, também temos o compromisso de cuidar do ambiente”, ressaltou Kenedy.

Para os voluntários, a tradição vai além da ornamentação das ruas. É um momento de união, partilha e fortalecimento da comunidade católica. “A gente chega cedo, faz um café compartilhado, cada um traz um pouco do que tem e todos trabalham juntos. É gratificante ver tantas pessoas dedicando seu tempo com amor e carinho para manter viva essa tradição”, concluiu Oliveira.