A dona de casa Joelma Dantas usou as redes sociais na manhã desta quinta-feira, 19, para denunciar uma suposta agressão sofrida dentro do Pronto-Socorro de Rio Branco. Segundo o relato, ela teria sido impedida de retornar à unidade para buscar a filha, que havia recebido alta médica após passar a noite internada com crise de asma.
Em vídeo e áudios divulgados na internet, Joelma afirmou que saiu rapidamente da unidade para buscar o carro, após comunicar à médica responsável pelo atendimento — que retornaria em seguida. De acordo com a dona de casa, a profissional teria autorizado sua saída e se comprometido a observar a criança até seu retorno.
No entanto, ao tentar reentrar na unidade, Joelma relata que foi barrada por seguranças. “Falei que minha filha estava de alta e que eu só queria buscá-la. Eles fecharam a porta e machucaram meu braço”, declarou. Ela afirma ainda que houve confusão no local e que, ao insistir para entrar, teria sido puxada pelos profissionais, que rasgaram seu vestido e a chamaram de “doida” e “louca”.
A dona de casa também relatou que perdeu um filho anteriormente na mesma unidade hospitalar, o que teria agravado seu estado emocional durante o episódio. “Você volta para um lugar onde perdeu um filho e ainda é tratada como cachorro”, desabafou.
Segundo Joelma, cerca de dez seguranças teriam se mobilizado durante a ocorrência. Ela informou que acionou a polícia no local e que foi orientada a registrar boletim de ocorrência na delegacia. A mulher disse ainda que já conversou com uma advogada e que pretende ingressar com queixa-crime contra os envolvidos.
“Meu braço está doendo porque prenderam na porta. A gente já chega fragilizada, passa a noite numa cadeira com a criança internada e, quando recebe alta, ainda é agredida”, afirmou.
Joelma também declarou que não seria a primeira vez que pacientes ou acompanhantes enfrentam supostos maus-tratos na unidade e disse possuir áudios de outras pessoas relatando situações semelhantes.
A reportagem tentou contato com a direção do hospital para comentar as acusações, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações e esclarecimentos por parte da administração da unidade.
