A abertura da Headscon, realizada na manhã desta terça-feira, 18, no Sesc Bosque, em Rio Branco, foi marcada pelo discurso da CEO da organização, Ana Paula Rocha, que ressaltou a transformação recente do cenário de desenvolvimento de jogos na região amazônica.
Segundo ela, embora a Amazônia ainda represente apenas 2% da produção nacional no setor, o movimento de mudança já está em curso — e o Acre desponta como exemplo desse avanço.
Ana Paula lembrou que, quando a Headscon chegou ao estado em 2023, não havia equipes formadas nem estúdios estruturados para atuar no mercado.
“Nós não tínhamos nenhuma equipe de jogo constituída, ou seja, nós não tínhamos estúdios de jogos já preparados para olhar para o mercado e criar seus jogos”, afirmou.
O panorama atual, porém, é outro. De acordo com a CEO, o Acre já conta com mais de oito equipes dedicadas ao desenvolvimento de jogos. Esse avanço, destaca, confirma que a estratégia da Headscon tem gerado resultados concretos.
“A ideia é desenvolvimento de mercado, formação de mercado, mostrar essa potencialidade e fazer com que a Amazônia seja representada com um número um pouco maior nessa área de desenvolvimento”, explicou.
Ana Paula reforçou que a missão da Headscon é descentralizar a produção de jogos no país, tradicionalmente concentrada no eixo Rio-São Paulo. “Nós nascemos para descentralizar esse mercado do Eixo Rio-São Paulo e a gente está conseguindo realizar isso aqui na Amazônia”, disse.
