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Café Sem Açúcar | Com Dora Monteiro

Samir Bestene vai disputar uma cadeira na Aleac e José Bestene deve virar secretário de Mailza

Samir Bestene vai disputar uma cadeira na Aleac e José Bestene deve virar secretário de Mailza

O telefone toca e do outro lado da linha uma voz ecoa com a pergunta: é verdade que o vereador Samir Bestene vai disputar uma vaga na Assembleia Legislativa? Não estou sabendo de nada, mas vou perguntar para ele. Foi minha resposta para o curioso do outro lado da linha. O boato corre mais rápido que ligação de telemarketing, mas uma coisa é certa: se tiver disputa, repertório ele já tem. Samir vive com discurso pronto, ritmo afinado e uma desenvoltura na tribuna que não se compra em nenhuma loja de acessórios luxuosos.

Mandato com identidade

E se tem algo que ninguém pode negar é que Samir Bestene fincou os pés, de verdade, no tal do mandato participativo. Em sua segunda legislatura, mas tem energia de primeiro.

Samir bate na tecla do empreendedorismo como quem afina violão antes de tocar, e vira e mexe tá falando de emprego, renda e oportunidades para a juventude. O povo comenta que, se esse homem resolver botar o nome na rua, vai ter repertório sobrando para justificar a caminhada. Vai que é tua, meu vereador!

A visita do primo "pé de pano"

Corre nos bastidores que uma certa autoridade política teve um pequeno susto doméstico. Chegou em casa e encontrou a esposa acompanhada de um rapazote, num clima meio duvidoso. A moça, rápida no improviso, teria dito que o visitante era apenas um primo que resolveu aparecer sem avisar. O rapaz ficou nervoso, ela sustentou a versão e a autoridade ficou pensativa, passou a mão na cabeça e ficou em silêncio.

Barbas de molho

Dizem que o chefe da casa até aceitou a explicação, ou ao menos fez cara de quem aceitou. Desde então, anda mais atento que guarda de quarteirão. Olho vivo, porta entreaberta e um cuidado especial com visitas inesperadas. O tal “primo” não deu as caras de novo, mas o assunto já rendeu mais comentários que sessão ordinária em dia de polêmica. Valha!

O Acre é pobre, mas é enjoado

Ano eleitoral no Acre é quase um espetáculo à parte. Tem de tudo no cardápio. Aliado virando ex-aliado, união virando sururu com ego ferido, promessa de “chapão” que, se realmente tivesse rolado, teria sido capaz de evaporar metade da Assembleia pra outras siglas antes do canto do galo. O Acre pode até ser pobre, mas é divertido e abusado.

Terreno de ouro na terra de Galvez

No Acre o mercado imobiliário tá tão aquecido que parece até jogo de leilão no auge. “Quem dá mais, hã hã… Batido o martelo! Vendido por alguns milhões!”. A fofoca que corre é que aquele terreninho, que até ontem não valia nem o IPTU, virou mina de ouro.

E tem gente querendo vender antes que a maré eleitoral vire e a mamata acabe. O eldorado agora se chama Rio Branco, capital dos acreanos que vira e mexe vira também a terra das grandes oportunidades de ouro.

Empresariado de malas prontas

Dizem por aí que empresários de centros maiores já estão largando negócios milionários pra vir disputar espaço aqui pelas bandas do Acre.

O motivo é simples. Com o mercado local fervendo mais que cuscuzeira no fogo alto, todo mundo quer pegar sua lasquinha antes que o ciclo político mude o vento. Rio Branco do céu, tu virou até destino paraíso, só falta o mar.

No meio do risca faca surge o Cancão de fogo

E dizem que do nada, surgiu um tal de cancão de fogo pra apimentar ainda mais a treta. Reza a lenda que o cabra anda tocando o terror nos bastidores, organizando estratégia, distribuindo lista, cobrando espaço e garantindo que seu cardápio de cargos seja degustado na próxima gestão. Até agora ninguém confirma, mas também nunca desmente. E pior, se o cancão cantar um pouquinho mais alto, o resto dos funcionários do andar de baixo treme de medo. tem gente que até treme ou tem crise de pânico e ansiedade.

Enfim, a roleta da política acreana tá girando sem parar. Uns pulam da barca, outros dizem que “jamais abandonarão”, até aparecer uma proposta mais atraente. É confusão, é correria, é emoção. Se tem uma coisa que nunca falta no Acre, é entretenimento político gratuito.