Nem mesmo os vereadores escapam da sensação de impotência que assombra a população. Em plena viagem de férias com a família em Foz do Iguaçu, Moacir Jr. recebeu a pior das ligações: a casa dele havia sido invadida. Levaram de tudo — bolsas, videogame, perfumes — até o carro da esposa, encontrado depois na periferia. Um episódio que confirma, de forma nada agradável, o que Samir Bestene já alerta há tempos: enquanto Rio Branco seguir sem uma Guarda Municipal atuante, o cidadão — seja anônimo ou parlamentar — continua refém da insegurança.
Carnaval adiado, as águas pedem passagem
Com o Rio Acre insistindo em permanecer acima da cota de transbordo, o governo decidiu guardar as serpentinas e focar no que realmente importa: proteger quem está na linha da enchente. O tradicional Carnaval da Família deste ano foi oficialmente cancelado.
Nada de marchinha, trio elétrico ou fantasias improvisadas — agora, o desfile é de equipes de assistência, logística e Defesa Civil correndo contra os impactos da cheia. Em tempos assim, o enredo é um só: segurança e cuidado com as famílias acreanas.
Em nota, o Estado agradeceu a compreensão da população — e não é pra menos. Porque nesse momento, a fantasia que todo mundo quer vestir é a da solidariedade.
Carnaval, só depois que as águas baixarem e o Acre respirar aliviado de novo.
Alysson no Comando
Dizem que o vice-prefeito Alysson Bestene é um dos mais animados com a possível saída do prefeito Tião Bocalom para disputar o governo nas próximas eleições, já que caberá a ele assumir o comando da prefeitura pelos próximos dois anos.
Tempo suficiente, diga-se, para dar as cartas, reorganizar a mesa… e quem sabe até tentar a reeleição. Falta só combinar com os eleitores.
Mas, antes de pensar em 2028, Alysson já tem uma tarefa de cara: fazer uma boa arrumação na casa. Até porque alguns “companheiros de viagem” mais atrapalham que ajudam, e outros, com salários generosos, parecem trabalhar só no contracheque. Alysson, se quiser navegar em mar calmo, vai ter que afinar bem essa orquestra.
Nada que assuste o vice mais animado do pedaço… mas vale o alerta: prefeitura não é trio elétrico, e pra manter o ritmo certo, todo mundo precisa tocar afinado.
Eles estão voltando cheios de amor pra dar
Os trabalhos legislativos estão prestes a recomeçar, e, com eles, o tradicional fenômeno da “ressurreição parlamentar”: depois de semanas sumidos, vereadores e deputados vão voltar ao batente com aquele sorriso novinho em folha, do tipo que só aparece quando o povão volta a ter utilidade eleitoral.
Enquanto isso, durante o recesso, tentar falar com alguns parlamentares é como participar de um concurso de mágica: você liga e puff... eles recusam a chamada.
A única exceção honrosa tem nome e sobrenome: Samir Bestene. Esse, pelo menos, lembra que mandato existe para ser exercido e atende telefone como gente que trabalha. Já o resto… melhor nem insistir. Só resta ver se esse silêncio seletivo não vai sair caro nas próximas eleições, quando o eleitor resolver devolver o sumiço com a mesma moeda.
Pix, Igrejas e o Olhar 43 do Haddad
Nos últimos dias, andaram dizendo por aí que Fernando Haddad teria “engrossado o olhar” para os Pix enviados às igrejas. Mas, até onde se sabe, o ministro só engrossou mesmo foi a paciência com as fake news sobre taxação do Pix. Essas sim, caindo do céu mais rápido que corrente de WhatsApp.
Enquanto isso, as igrejas seguem recebendo suas ofertas e o governo garante que o Pix continua livre, leve e solto. No fim das contas, parece que o único milagre confirmado até agora é a criatividade do povo pra inventar história.
Águas e acolhimento
O Rio Acre voltou a subir e já alcança vinte bairros da capital, numa coreografia que se repete ano após ano, sempre na mesma época e sempre com o mesmo drama. As famílias atingidas foram levadas para o Parque de Exposições Marechal Castelo Branco, que mais uma vez virou cidade provisória, mas tudo organizado com alimentação quentinha e atendimento médico, psicológico e assistência social.
O secretário de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz, virou praticamente morador do Parque. Acompanha tudo de perto, circula entre as famílias e faz questão de garantir que nenhum desalojado fique sem acolhimento. Em meio às águas que insistem em subir, o esforço agora é fazer descer a angústia de quem perdeu tudo.
As Promessas que Ficam na Maquete
Com cinco anos de gestão nas costas, Tião Bocalom já pode pedir música no Fantástico, mas as promessas de campanha, essas continuam pedindo explicações. Lembra das famosas 1001 casas populares, anunciadas no Dia das Mães? Pois é… continuam tão novinhas que ainda não saíram da maquete. Na prática, só sabemos que serão entregues algum dia, em algum maio, de algum ano que Deus proverá.
A Vaca Mecânica e a Seca Oficial
E o que dizer da vaca mecânica? Sim,aquela mesmo que iria jorrar litros e litros de leite para as famílias mais humildes. Até agora, nem mugido veio. A única coisa que anda jorrando na cidade é reclamação sobre a água que desde que passou para o domínio da prefeitura, o que já era ruim conseguiu piorar, e muito.
Em Rio Branco, abrir a torneira virou uma espécie de raspadinha: você torce, risca… e vê se ganhou. Normalmente, não ganhou.
Mas política, meus leitores, é essa caixinha de surpresas que todo jornalista abre tremendo. Vai que, num sopro repentino, o espírito santo decide ungir o prefeito e transformar todas essas promessas em realizações e ainda coroá-lo governador do Acre? Sonhar não custa nada, ainda mais quando o sonho é tão real na cabeça de Tião Bocalom quanto as 1001 casas são reais… na maquete.