..::data e hora::.. 00:00:00
gif banner de site 2565x200px

Blog do Ray | Com Ray Melo

No Acre, na disputa de direita contra a direita pelas duas vagas no Senado, uma pode sobrar para a esquerda

No Acre, na disputa de direita contra a direita pelas duas vagas no Senado, uma pode sobrar para a esquerda

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Os boatos espalhados pelos quatro cantos do Acre, de que Jorge Viana (PT) vai desistir da disputa por uma cadeira no Senado, podem ter uma explicação lógica e simples: sem bloco político adversário, a direita agora disputa com a própria direita e abre uma perspectiva para a esquerda, que apesar de enfraquecida, segue capitaneada pelo Partido dos Trabalhadores que tem à frente o ex-quase-tudo Jorge Viana.

Mesmo, proporcionalmente, sendo o estado mais bolsonarista do país, no Acre, historicamente, a esquerda sempre contou com 30% dos votos. Daí, não precisa ser professor de matemática igual a Bocalom, para fazer a conta simples de que seis candidatos da direita (Gladson Cameli, Márcio Bittar, Sérgio Petecão, Eduardo Velloso, Jéssica Sales e Mara Rocha) disputam o mesmo voto.

Bem avaliado em sua gestão, a perspectiva é que Gladson dispare, mas para quem pensa em pegar carona na popularidade do homem forte do Progressistas, vale lembrar que já ficou provado com Socorro Nery e Ney Amorim, que Cameli não transfere votos. Portanto, caso se confirmem as outras cinco candidaturas, seria prudente que os postulantes analisassem a questão.

Jorge Viana poderá se beneficiar com a pulverização dos nomes de direita, já que a divisão seria de 70% dos votos válidos, o que daria pouco mais de 11% para cada nome lançado pela direita, sem contar que alguns da direita preferem dividir voto com o nome da esquerda do que alimentar as possibilidades do colega de direita. A disputa promete. Lembrem-se: quem muito quer, nada tem!

Vamos esperar a enxurrada passar por baixo da ponte, quem sabe a direita acreana ainda se senta na mesma mesa. Enquanto isso, como mineirinho, como quem não quer nada, Jorge Viana come pelas beiradas. A maioria dos candidatos ao Senado chora um olho e remela o outro para ficar em Brasília, bem longe do Acre e de seus problemas quase crônicos, desfrutando o conforto da capital do poder.