Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
Os anos passam e este blogueiro vem adquirindo novos costumes. Dizem que é “coisa de véi”, mas prefiro acreditar que é influência da meia-idade, eu, nos últimos anos, considerar um programa agradável ir ao supermercado.
Foi numa dessas muitas idas às compras que encontrei o Francimar Façanha, proprietário do Instituto Delta de pesquisa, que coleciona acertos nos resultados das eleições no Acre.
O debate começou no preço da cartela de ovos, mas inevitavelmente, fez um giro de 360 graus para a política. Francimar revelou que está espantado com a evolução dos números.
Segundo ele, ainda há muita estatística para passar embaixo da ponte e que “não tem nada definido na disputa eleitoral deste ano”, já que a tendência corre para definição de grupos e alianças.
“Não pense que esta será uma eleição de cartas marcadas, tudo vai depender dos detalhes nas articulações. Sabemos que há nomes novos na corrida, mas também há os medalhões que costumam articular bem”, destaca Façanha.
Para o homem forte do Delta, Alan Rick é um nome forte, mas não se pode descartar a influência da máquina nas mãos de Gladson e Mailza, já em relação a Bocalom, Francimar relembra a memória eleitoral forte.
“A máquina tem seu peso para quem sabe usá-la. Se Mailza conseguir reagrupar a maior parte do grupo que elegeu Gladson, ela é uma forte candidata. Alan provou que é bom de voto e levou o Senado, só precisa avaliar que ninguém governa e nem ganha eleições sozinho, alianças são necessárias. Já Bocalom foi o primeiro a desafiar a hegemonia do PT e quase vencer Tião Viana. Portanto, ele tem uma memória eleitoral forte”, diz Francimar.
Outro detalhe que ele destaca são os números de Lula, que, mesmo baixos no Acre, “se Jorge Viana conseguir colar nos números do Lula, ele vai incomodar e pode até levar uma vaga. A disputa pelas duas cadeiras do Acre no Senado vai ser a mais dura”.
Para Francimar, até Gladson precisa ficar atento aos números, já que a pulverização de candidaturas, caso permaneçam todos os nomes colocados, não favorece Camelí. “São muitos nomes com a mesma bandeira, a da direita. Todos querem ganhar, daí, mais uma vez lembramos que a esquerda tem apenas um nome forte, que se alcançar os 24% do Lula, poderá abocanhar uma das vagas”, ressalta.
Ao final da conversa, mesmo reclamando do preço de tudo, Francimar se deixou levar pelo papo e encheu o carrinho. Conversa boa é aquela onde a gente também pensa no bucho.
