O ex-governador Gladson Camelí disse em nota há pouco, após ser condenado pelo STJ a 25 anos de prisão, em regime inicialmente fechado, multa de 600 dias no valor de um salário mínimo e uma indenização de R$ 11.786.030,31, que recebeu a decisão com “serenidade e absoluto respeito”.
“Compreendo o rito jurídico da Corte e é com base nesse respeito que, no exercício democrático do direito, recorrerei da decisão à instância superior — o Supremo Tribunal Federal —, prerrogativa que me é assegurada pela legislação brasileira em vigor. Ressalto que essa etapa no STJ não altera de forma alguma, a minha confiança no resultado final da Justiça, apenas renova a minha disposição em representar os acreanos. O eleitor do nosso estado merece ter sua escolha no voto respeitada. Ninguém pode ganhar no tapetão”, diz.
Foram 8 votos, incluindo a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, pela condenação.
Houve divergência no julgamento. O ministro João Otávio de Noronha, acompanhou, parcialmente, o voto da ministra Nancy Andrighi para condenar o ex-governador Gladson Camelí. Revisor da ação penal, João Otávio, que tinha pedido vistas, disse que todas as condutas imputadas a Gladson tinham um único fim: a apropriação indevida de recursos públicos. Pela tese dele, Gladson cometeu apenas o crime de peculato. Ele foi acompanhado pelos ministros Raul Araújo, João Otávio Noronha e Sebastião Reis. Com isso, a pena desceria para pouco mais de 16 anos.




