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Blog da Hora | Com Luciano Tavares

30 dias de Mailza no governo: do desgaste inicial à tentativa de manter a governabilidade

30 dias de Mailza no governo: do desgaste inicial à tentativa de manter a governabilidade

O Diário Oficial do Estado foi, talvez, a página de internet mais lida durante os 15 primeiros dias do governo Mailza no Acre. E por óbvio. Para dar cara a seu governo, a pré-candidata à reeleição resolveu usar a caneta para pôr e tirar quem fosse de seu agrado.

Há um mês, no dia 2 de abril, na tarde de uma quinta-feira, Mailza Assis recebia das mãos de Gladson Camelí a faixa de governadora em uma solenidade na frente do Palácio Rio Branco, sede oficial do governo do Acre.

Em um mês de governo, Mailza viveu um turbilhão de polêmicas e fofocas que vários chefes do Executivo não experimentaram em quatro anos.

A governadora, talvez, sentiu as maiores pressões de sua vida pública, a contar de seu primeiro dia como senadora, vice-governadora e agora chefe do Palácio Rio Branco.

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A primeira crise

Dois dias depois de receber a faixa, o primeiro desgate. A nova chefe do Palácio Rio Branco convida o jornalista Astério Moreira para assumir a Secretaria de Comunicação no lugar da também jornalista Nayara Lessa. Nayara não fora comunicada. Soube da intenção pela imprensa. Crise. O agora ex-governador Gladson Camelí intervém. Evita a exoneração de sua amiga.

No domingo (5 de abril) pela manhã, com os bastidores fervilhando, a nova governadora participaria de uma reunião com membros da Defesa Civil e concederia uma coletiva decretando estado de emergência por causa das cheias dos rios no interior. Não compareceu. Estaria com dor de cabeça. Mas a verdade é que naquele momento, Mailza queria evitar a imprensa e suas inevitáveis perguntas incômodas.

Nayara ficou. E Astério deixou claro em sua coluna, após um constrangimento público, não ter interesse em assumir o cargo.

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A troca no comando da Sesacre

A esperada troca do comando da Secretaria de Saúde foi contenciosa. Assim que foi desligado do cargo, o médico Pedro Pascoal se filiou ao PSDB, do pré-candidato a governador, ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, com carta branca de Gladson Camelí para ser candidato a deputado federal e apoiar um opositor de Mailza.

Com certa resistência de deputados inclusive da base do governo na Assembleia Legislativa, a governadora nomeia para o comando da Sesacre o experiente José Bestene.

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A nomeação do marido

Com o governo sob críticas, a governadora resolve nomear Madson Camelí, seu marido, como chefe de seu gabinete pessoal. O advogado Jonathan Santiago, que parecia intocável no cargo, virou o sub de Madson.

Além de atribuições internas, o marido da governadora passou a auxiliar o governo nas relações institucionais com a Assembleia Legislativa e outros poderes.

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Desarticulação política

Enquanto tentavam se salvar e apagar incêndios de bastidores, articuladores da governadora esqueceram esqueceram a política partidária. Resultado: em Brasília, o ex-governador e pré-candidato a senador, Jorge Viana, toma o Podemos da aliança governista. O partido passa a integrar a frente progressista que tem PT, PCdoB, PV, PSOL, Rede e PSB.

Na Assembleia Legislativa, deputados que prometeram ser base começam a mostrar insatisfação depois de 30 dias de governo.

No PL, o senador Márcio Bittar chama Alan Rick e Tião Bocalom, pré-candidatos a governador e adversários de Mailza, de aliados. O senador está insatisfeito com o governo.

Exonerações de Márdhia El-Shawwa e Márcio Pereira

A exoneração da delegada aposentada Márdhia El-Shawwa da Secretaria da Mulher também foi outro motivo de polêmica.

Em nota, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher e movimentos sociais repudiaram a decisão, classificando-a como um "retrocesso" e criticando a falta de diálogo.

A defensora pública Simone Santiago passou a comandar a pasta.

Na Secretaria de Governo, setor cuja articulação política e comunitária são o carro chefe do Palácio, outro burburinho seguido de pedido de exoneração. O historiador Márcio Pereira, argumentando ser despeitado por Jonathan Santiago pede, via WhatsApp, exoneração do cargo. No lugar dele assume o pastor Reginaldo Ferreira.

Márcio “caiu para cima”. Virou secretário de Articulação do prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene.

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A primeira entrevista

A primeira declaração de Mailza à imprensa aconteceu sete dias após ela assumir o cargo durante um evento de entrega de carteiras de habilitação do programa CNH Social, na sede do Detran, em Rio Branco.

Aparentando firmeza sobre os primeiros dias de seu governo, Mailza respondeu todas as perguntas, inclusive se achava ou não que as críticas a ela tinham cunhos machista e misógino.

“Às vezes é interpretado como violência política. Por ser mulher muitas de nós temos que provar mais vezes que nós podemos fazer escolhas. Mas eu acho que faz parte do momento, da troca de gestor, a questão política, questão de administração pública. Então não eu não vou pensar assim e vou me colocar diante disso como um trabalho de que tenho pela frente, uma responsabilidade que tenho pela frente”, declarou a governadora.

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O encontro com Gladson em Manaus

Em meio a rumores de um possível desgaste na relação com Gladson, Mailza foi ao encontro do ex-governador em Manaus.

Ambos publicaram fotos nas redes, juntos, após uma conversa de alinhamento na casa da família Camelí.

Os dois combinaram agendas pelo interior do Acre.

Na quinta-feira passada, ao retornar a Rio Branco após 20 dias de férias, Gladson Camelí afastou boatos sobre racha e lembrou que as decisões tomadas pela governadora são legítimas.

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Governo fala em investimentos milionários em 30 dias

Uma longa reportagem da Agência de Notícias do Acre diz que “em 30 dias de governo, Mailza inicia gestão com obras estratégicas, fortalecimento de serviços e resultados expressivos em todo o Acre”.

Segundo o lead da matéria “investimentos milionários que ultrapassam o valor de R$ 144,9 milhões, posse de servidores efetivos, avanço em obras, contratação de temporários, apoio aos municípios em situações extremas e o fortalecimento da presença do Estado nas 22 cidades marcam as primeiras ações da continuidade da gestão do Executivo sob a liderança de Mailza Assis, que assumiu o governo em 2 de abril”.

Outro parágrafo completa: “Além de fortalecer e estreitar as relações com a iniciativa privada, o governo contratou, em apenas 30 dias, 357 servidores, sendo 49 efetivos e 308 temporários, para atender a órgãos como o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), a Polícia Militar, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Serviço de Água e Esgoto do Estado do Acre (Saneacre)”.

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