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Baixaria - com Cesário Braga

Microcrédito orientado: uma alternativa imediata para movimentar a economia do Acre

Microcrédito orientado: uma alternativa imediata para movimentar a economia do Acre

O Acre convive com um problema que trava o crescimento de quem está na base da economia: o acesso ao crédito. Para pequenos produtores, autônomos e microempreendedores, financiar suas atividades ainda significa enfrentar burocracia, demora e, muitas vezes, negativa. Quando o recurso chega, já perdeu o tempo da oportunidade.

O microcrédito produtivo orientado surge como uma resposta concreta a esse desafio. Mais do que liberar dinheiro, ele garante acompanhamento, presença no território e conexão direta com a produção. É um modelo mais simples, mais ágil e mais eficiente, porque transforma crédito em renda.

Experiências como o Agroamigo do banco do nordeste mostram que isso funciona. O crédito chega até as pessoas, orienta o investimento e acompanha os resultados, reduzindo riscos e fortalecendo a produção.

O Acre já começou a avançar nessa direção. Em 2023, eram apenas 9 operações de microcrédito orientado, movimentando cerca de R$ 31 mil. Com articulação entre governo, bancos e organizações locais, chegamos a 737 operações na safra 2024/2025, com mais de R$ 7 milhões aplicados. Agora, na safra 2025/2026, já são mais de 7.306 operações, movimentando acima de R$ 91 milhões na economia estadual. Um crescimento expressivo, que comprova o potencial dessa política.

O próximo passo é levar esse modelo também para as cidades. Nos bairros, existe uma economia forte, sustentada por pequenos negócios e trabalhadores que já produzem e geram renda, mas seguem limitados pela falta de crédito acessível.

Ampliar o microcrédito orientado para o meio urbano é transformar essa realidade em oportunidade. Com um programa estadual estruturado, ágil e com orientação, é possível fortalecer pequenos empreendimentos, gerar empregos e dinamizar a economia local.

A proposta é simples: fazer o crédito chegar onde ele nunca chegou de verdade. Porque, quando vem com orientação e proximidade, o crédito deixa de ser um problema e passa a ser motor de desenvolvimento.